O ano que agora iniciamos perspectiva-se de dificuldades acrescidas para a vida de todas as empresas do país, e de forma muito particular para as que se localizam em regiões do interior como é o caso do Distrito de Bragança, onde se verificam custos de contexto mais desfavoráveis relativamente às empresas localizadas não só no litoral, como na vizinha Espanha.
Para além do forte agravamento da factura energética, iremos ter em 2012 uma carga fiscal ainda mais pesada, o fim dos benefícios fiscais em sede de IRC, até aqui existentes para as regiões deprimidas, a recente introdução de portagens na A-23, na A-24 e na A-25, a que se junta uma das maiores recessões económicas a que assistimos em período pós guerra.
Acresce ainda que o indispensável financiamento bancário às micro e pequenas empresas do Distrito, maioritariamente de estrutura eminentemente familiar, será uma miragem neste novo ano, e também por esta via a vida das nossas empresas não será nada fácil.
Nada a que os nossos empresários não estejam já habituados, perante as dificuldades que têm enfrentado, de forma mais acentuada e persistente ao longo da última década, resultado da falta de implementação por parte dos sucessivos governos de políticas efectivas e concretas, de carácter verdadeiramente estrutural e estratégico, que visem prioritariamente o estímulo e o incentivo ao crescimento da economia real.
As nossas empresas representam um papel socioeconómico de importância capital para a coesão territorial da nossa região e para a preservação do seu património, da sua história, da sua cultura e da sua identidade. Sem empresas sólidas e inovadoras o nosso território será um deserto!
Neste ciclo altamente adverso e negativo para as nossas empresas, gostaria, por isso mesmo, de transmitir a todos uma mensagem de confiança e de solidariedade, tendo presente que o futuro das nossas organizações depende em grande parte dos esforços e da capacidade de persistência e resiliência de cada um individualmente e de todos em conjunto, sem nunca desistirmos e seguindo o lema "antes quebrar que torcer".
Termino, desejando-lhes um feliz ano de 2012, marcado por novos desafios e oportunidades, projectando-se assim um futuro de mais sucesso e bem-estar individual e colectivo.